Mesologia

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MESOLOGIA

No espectro dos estudos gerais sobre a ressoma de consciências no planeta Terra, a mesologia é um campo particular de investigações conscienciológicas centradas no contexto sociocultural, histórico e geográfico em que se dá a ressoma, indissociável, portanto, dos grupos de convívio dos quais as consciências participam ao longo de sua existência.

Em todo momento evolutivo, as relações interconscienciais circunscrevem-se em contextos sociais, inscritos em universos culturais e processos do tempo histórico em transformação e acomodados em algum espaço ou lugar do planeta. Família, escola, ambientes de trabalho e convívio em geral, cidades e países constituem os espaços da vida social (de relações sociais) das consciências, as mesologias da trajetória de evolução em determinado período da existência humana.

Os contextos mesológicos assim delineados são condicionantes da jornada evolutiva das consciências, nela interferindo de modo a estimular ou inibir o afloramento da paragenética consciencial, por meio da manifestação de certos traços-força ou traços-fardos adquiridos em outras existências.

As mesologias constituiriam, supostamente, os ambientes originais de vida social mais condizentes ao estado de evolução das consciências no momento da ressoma. E, por isso, representam o contexto grupocármico necessário para o reinício da jornada evolutiva, ainda que aparentemente comportem condições mais adversas, ou mesmo, representem o contexto a partir do qual, em determinado momento do curso evolutivo, a liberdade de escolha das consciências poderá se manifestar (por diversas razões) no sentido de permanecer ou não em tais ambientes.

Configuram o meio sociocultural a partir do qual as consciências poderão adquirir alguma consciência ou mais aprimorada autoconsciência da situação evolutiva pessoal relativamente aos grupos de que participa, dos potenciais interassistenciais aí envolvidos, dos autoenfrentamentos e autosuperações necessárias, das interprisões ou condições de mimeses existenciais e das possibilidades de recomposição ou libertação evolutivas.

Os ambientes mesológicos podem, assim, condicionar ao conformismo ou a posicionamentos pró-evolutivos e atitudes consequentes. Trazem consigo aportes conscienciais e existenciais para reciclagens e saltos evolutivos, ou podem evidenciar jugos escravizantes e aprisionadores, ou simplesmente, grandes dificuldades exigentes de muita determinação, perseverança e esforço para superação.

As mesologias podem ser contextos intermediários de relações interconscienciais preparatórias para a consecução dos propósitos de vida mediante atuações interassistenciais em outros contextos mesológicos, culturalmente diversos, ou de nova amplitude grupocármica.

O estudo conscienciológico das mesologias do planeta Terra é fundamental para a compreensão dos processos de reurbanização extrafísica, em suas relações com o trabalho interassistencial interdimensional correspondente aos desafios da reurbanização no intrafísico.

Para isso, as premissas das compensações intraconscienciais e de que “ninguém desfruta a vida terrestre, o tempo todo, de maneira isolada ou solitária” (VIEIRA, W. 1997, p. 56 e 189) são balizadores significativos para a permanente reconstrução evolutiva da matriz sociocultural das mais distintas unidades mesológicas do espaço-tempo planetário contemporâneo.

No referido trabalho de reconstrução, trata-se da necessidade de enfrentamentos continuados de desafios para aprender a lidar (sobrepairamento consciencial), ou mesmo romper com restringimentos e condicionamentos nosográficos de ordem pensênica, grupocármica, social e cultural, transformando adversidades em oportunidades evolutivas. Com a finalidade de elevação da consciencialidade de grupos e consciências, e mediante relações interassistenciais, tais enfrentamentos levam à conquista do autodomínio de condições mesológicas anti-evolutivas.

Nesse quadro geral de entendimentos, vale indagar sobre a espécie de concepção pedagógica dos problemas e métodos da educação consciencial  no sentido de promover a permanente autoconscientização das crianças diante dos contextos mesológicos das quais são integrantes para neles se posicionarem e agirem de modo cada vez mais interassistencial, universalista e fraterno.

Referência

VIEIRA, W. 200 Teáticas da Conscienciologia, 1997.